Murciélago LP 670-4 SV: o Lamborghini mais rápido já feito

Com motor de 670 cv, italiano é para se admirar parado ou em movimento

KARL FUNKE, DA MOTOR TREND/NEW YORK SYNDICATE

A escuridão chega e o Lamborghini a veste como uma capa sobre um terno na cor Grigio Telesto empoeirado e com marcas de insetos. Depois de um dia evitando motoristas curiosos ensandecidos e tentando (quase literalmente) voar abaixo do radar da polícia, você fica grato por ter como se esconder um pouco.

Ao fim do dia, o perfil obscenamente largo e profusamente angular retira-se anonimamente para o trânsito mais plebeu da rodovia Interstate 15 californiana – de certa forma. De longe, as melhores dicas para identificar o carro talvez sejam os conjuntos triangulares de LED nos faróis e lanternas. Possivelmente, a silhueta elusiva do enorme aerofólio de fibra de carbono brotando por trás da tampa do porta-malas de formas hexagonais como uma espécie de exoesqueleto. Caso alguém se aproximasse o suficiente, você sabe, no escuro.

De sua parte, você fica à distância. Durante as últimas sete ou oito horas, você desenvolveu um espírito distinto ao volante, um que fica o mais longe possível de todo e qualquer tráfego. Isso ajuda a evitar qualquer tipo impensável de incidentes como pedaços de pneus estourados de caminhão rasgando os caros painéis de carbono, ou o ocasional motorista boquiaberto que invade sua pista ao tirar fotos com o celular enquanto inadvertidamente esterça com os olhos. (De verdade, isso acontece com mais frequência do que se imagina.)

Sob a proteção da noite, pode-se sentir inclinado a desbravar a pista da esquerda e desencadear o inferno de 12 cilindros. Mas você tem consciência do que faz. Você roda pela pista em sexta marcha, a agulha do conta-giros mal chegando aos 3000 rpm, um zumbido hipnótico vindo do V12 traseiro reverberando pela cabine em pulsos sucessivos como ondas quebrando em uma praia sônica.

Assentos concha com o encosto fixo feitos em carbono, revestidos em farto couro Alcântara, aninham suas costas. O apoio lateral, mesmo para seu corpo elegantemente esguio, é bem satisfatório, mas, após um dia inteiro dirigindo, suas costas doem. E seu calcanhar direito ficou desconfortavelmente amaciado por servir como ponto de apoio contra um acelerador terrivelmente duro – cutucando, modulando e simplesmente afundando o pé para causar uma eventual crise de riso.

Caso você tivesse dúvidas, o Murciélago LP 670-4 SuperVeloce não é um carro de luxo no sentido tradicional, nem um GT para mauricinhos. Ele é simplesmente o supercarro mais raivoso, sonoramente estranho e rápido que já saiu da linha de montagem da cidade bolonhesa de Sant’Agata. Em todos os tempos. Isso deveria significar muito.

É, quando o Murciélago simplesmente não é escandaloso o suficiente – ou talvez só um pouquinho chique demais – o SV estrategicamente redefine o que quer dizer bruto. Seu motor 6.5 litros produz 670 cv, aumentando em relação aos 649 cv. A agência ambiental americana estima que ele terá um consumo combinado de 4,7 km/l. Ele custa a partir de 450 mil dólares iniciais – antes de adicionar opcionais, transporte e US$ 5.400 do imposto americano para veículos de alto consumo.

Para muitos, a reação inicial a esses números deve ser de horror ou desdém. Possivelmente até mesmo desdém horrorizado. Mas o SV realmente não se importa com inseguranças financeiras de meros mortais. E ele realmente não se importa com o que os outros pensam. Ele apenas quer ser alimentado – de gasolina ou asfalto, quilômetro após quilômetro, de toda e qualquer espécie de insetos, areia ou pedrisco, filhotes de cachorros. (OK, eu inventei essa última.)

Um estereótipo persiste em relação aos compradores de Lamborghinis. Historicamente, há uma camisa de seda com os primeiros botões abertos, um obrigatório tufo de pelos do peito, uma corrente de ouro, uma calça de seda. Para os abastados, o carro pode ser considerado mais um acessório de moda do que um meio de transporte – ele até mesmo já foi anunciado dessa forma pela própria fábrica. A maior injustiça automotiva do mundo talvez seja que 95% desses carros acabarão cumprindo pena passeando a no máximo 70 km/h em alguma rua elegante iluminada com néon como a Ocean Drive em South Beach ou a Sunset Boulevard em Hollywood.

É como colocar um puro-sangue para pastar em um campo de golfe. Errado, até mesmo abusivo.

Mas há algum lugar onde você pode realmente dirigir essa coisa? Nada – ou, mais precisamente, no meio do nada. O deserto da Califórnia parece ideal com suas serras solitárias e longas retas varridas pelo vento.

Alfa Romeo lança MiTo Turismo Sport para o Reino Unido

Versão especial do hatch traz mais equipamentos e novas opções de cores.
Modelo é equipado com motor 1.4 a gasolina ou 1.3 a diesel, de 95 cv.

Do G1, em São Paulo


Os fãs do MiTo ganham mais uma opção: a versão Turismo Sport. Além de trazer ar-condicionado, sete airbags e sistema de som MP3, como o modelo Turismo, por 1.610 libras, o equivalente a R$ 4.448, a novidade conta com rodas de liga leve de 16 polegadas, piloto automático, luzes de neblina e volante revestido em couro.

Alfa Romeo MiTo Turismo SportAlfa Romeo MiTo Turismo Sport (Foto: Divulgação)

A versão Sport estará disponível nas cores preto, banco e vermelho e podem ser equipados com o motor 1.4 a gasolina ou 1.3 a diesel, ambos de 95 cavalos de potências. A primeira opção é oferecida por 12.895 libras (R$ 35.625, sem impostos e taxas de importação), enquanto a segunda custa 14.410 libras (R$ 39.810).

Alfa Romeo MiTo Turismo SportAlfa Romeo MiTo Turismo Sport (Foto: Divulgação)

Fiat divulga projeções do FCC III

Protótipo será apresentado no Salão do Automóvel
Por Vitor Matsubara | 13/08/2010

A Fiat revelou nesta sexta-feira, 13 de agosto, as primeiras projeções do FCC III. O carro-conceito é fruto do projeto Mio, que contou com a ajuda de internautas de várias partes do Brasil e do mundo.


A iniciativa pioneira no país convocou as pessoas a descreverem o que gostariam de ter e ver em um carro. Todas as opiniões foram coletadas e analisadas por um time de profissionais do Centro de Estilo da Fiat para a América Latina.

O protótipo será apresentado oficialmente no Salão do Automóvel, que acontecerá no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo (SP), entre os dias 27 de outubro e 7 de novembro.

Ferrari abre tour na Pista di Fiorano

Traçado fundado por Enzo Ferrari pode ser visitado junto com as instalações da fábrica

Márcio Murta Via Terra

Ferrari oferece visita guiada na pista de Fiorano - fotos: de divulgação

A Ferrai informou nesta sexta-feira (6) que começou a oferecer um tour pelas instalações de sua fábrica, que inclui uma caminhada pela pista de Fiorano, traçado de testes particular da empresa. Localizada em Maranello, na comuna de Modena, Itália, o espaço foi fundado em 1971 por Enzo Ferrari para que os esportivos da marca pudessem ser testados e desenvolvidos.
A visita programada apresenta aos participantes o escritório original de Enzo Ferrari e o jato Squatron F104 que correu contra o F1 de Gilles Villeneuve em 1981. A primeira excursão foi restrita para convidados da empresa, embora a marca informe que o passeio estará disponível para qualquer pessoa. Os interessados na excursão devem se apresentar na Galeria Ferrari. O valor que os interessados deverão desembolsar ainda não foi divulgado.

Com as chaves para entrar no paraíso

Fomos lançados aos 100 km/h em 3s5 pelos 510 (nervosos) cv de potência da Ferrari F430 Scuderia

Márcio Murta via Terra - fotos: Márcio Murta

Ferrari F430 Scuderia


Alguns dos maiores prazeres da vida são provenientes de coisas que não são necessárias. Não precisamos dormir aqueles minutos extras, mas são eles os mais gostosos de curtir. Quase nunca carecemos do segundo prato de comida, embora não haja nada como saciar a gula. E, diga lá, também não é vital gastar 210 euros (cerca de R$ 500) para passar 30 minutos dirigindo uma Ferrari F430 Scuderia. Mas e aquele surto de emoção e adrenalina instigado por um 4.3 V8 rugindo a 8.500 rpm atrás de seu ouvido enquanto seu corpo é arremessado como uma pedra saindo do estilingue? Necessário não é... Mas como resistir a esses prazeres?

Ferrari F430 Scuderia

A empreitada foi realizada pela empresa chamada Warm-Up Maranello, que aluga diversos modelos da Ferrari para test-drive regulados por tempo. Para participar, “basta” uma carteira internacional, uma centena de euros na mão e, a parte mais difícil, se apresentar na Via Ferrari nº 41, em Maranello, na Itália.

No período em que o test-drive foi realizado estavam disponíveis os modelos California, F430, F430 Spyder, F430 Scuderia e a recém-lançada 458 Italia. Tendo em mente que a linha F430 foi aposentada, decidi avaliar a versão mais “hard core” do modelo. E o resultado não poderia ser mais satisfatório

Ferrari F430 Scuderia

Primeiro contato

A F430 Scuderia avaliada estava na cor amarela e contava com suas distintas faixas na pintura, rodas preta e aerodinâmica aperfeiçoada. Sentei-me no banco em formato de concha, afivelei o cinto de quatro pontos e parei para dar uma olhada em seu interior. A macchina não possui tapetes, seu console central é simples e há pedaços da lataria com pontos de solta expostos na cabine, características que não poderiam ser mais irrelevantes para quem busca puro desempenho e conectividade com o esportivo que tem comportamento próximo de um bólido de competição GT3.

Ferrari F430 Scuderia

Essa tese foi confirmada quando pressionei o botão vermelho no lado esquerdo do volante e o rugido do V8 anunciou o ímpeto de todos os seus cavalos. Pisei no freio, cutuquei a borboleta do lado direito do volante e, cautelosamente, pressionei o pedal do acelerador, dando início a um passeio que reformulou minhas noções de veículos esportivos

“A melhor de todas”

A paisagem na janela borra rapidamente enquanto o ponteiro do conta-giros faz uma varredura rápida até indicar 8.500 rpm. A segunda marcha é selecionada na borboleta atrás do volante e anuncia seu engate com um tranco, seguido de uma “pipocada” do escape. A nuca volta a ser pressionada contra o encosto do banco e o ponteiro do velocímetro quase atinge os 120 km/h antes do corte de giro ocorrer e a terceira marcha ser engrenada. Caso não aliviasse o pé, a F430 Scuderia seguiria esbanjando desempenho até atingir a velocidade máxima de 320 km/h.

“You have choosed the best one” (você escolheu a melhor de todas), disse-me o instrutor que acompanhava o test-drive ao reparar meu inevitável sorriso no rosto. “Mas é muito melhor do que eu estava esperando”, respondi. “Muito melhor”. Além do ronco alucinante, a sensação de estar em um legítimo veículo de competição foi reforçada quando, ao parar o modelo vindo em alta velocidade, fui envolvido pelo cheiro de gasolina queimada, pelo aroma do motor e dos componentes de freio quentes. De arrepiar. É uma essência com a qual gostaria de perfumar minha casa.

Com 510 cavalos de potência e 1.250 kg de peso – 20 cv a mais e 100 kg a menos que a F430 “normal” -, o esportivo em questão foi o primeiro veículo de rua a ser tão rápido na pista de Fiorano, da própria Ferrari, quanto a Enzo Ferrari, que utiliza um V12 de 660 cv. Para conseguir tal feito a F430 Scuderia também recebeu aprimoramentos aerodinâmicos, freios compostos de cerâmica e carbono e pneus mais largos na dianteira, entre outras alterações técnicas. Na prática, ela acelera aos 100 km/h em 3s5 e realiza curvas como se estivesse imantada ao chão.

Ferrari F430 Scuderia utiliza freios de carbono e cerâmica

Em diversos momentos senti meu corpo grudar nas laterais do banco concha e tive que me segurar no volante enquanto o esportivo cumpria, sem vacilar, o traçado ordenado por minhas mãos. Parte da surpreendente capacidade para efetuar mudanças de direção se encontra no sistema eletrônico da Scuderia, que controla o diferencial chamado E-Diff, componente que atua em conjunto com o sistema de estabilidade e trata de distribuir com precisão cirúrgica a potência entre as rodas traseiras que possuírem melhor tração.

Embora cinco opções de ajuste do modelo estejam disponíveis para serem selecionadas no volante, o pouco de prudência que não foi dissolvido pela adrenalina segurou meu ímpeto na 3ª opção, a “Sport”. Nessa configuração a suspensão torna-se mais rígida, as trocas de marcha são realizadas em velocidade máxima, o sistema de escape passa a emitir um timbre mais alto e o controle de estabilidade e o E-Diff encarregam-se de preservar em níveis máximos a tração e manter reduzidas as escorregadas indesejadas.

Ferrari 458 Italia também está disponível para test-drive

A 4ª opção, chamada “Race”, diminui a atuação dos controles eletrônicos e permite ao motorista maior liberdade para deslizar entre curvas em tocadas mais agressivas, enquanto a 5ª configuração, CTS, mantém ativo apenas os freios ABS, deixando o controle do “cavalo selvagem” sob total responsabilidade do piloto. Já o 1ª e o 2ª ajuste... Bem, esqueça essas opções. Elas contam com muita intervenção da eletrônica na pilotagem. A Scuderia só é capaz de mostrar a que veio ao mundo da opção Sport para cima.

Cavalo de Corrida

A Scuderia, como era de se esperar, surpreendeu. Demonstrou comportamento surpreendentemente dócil na cidade, mesmo que sua suspensão, quando ajustada no modo confortável, comunique com detalhe as imperfeições do asfalto ao motorista, e que seus bancos sejam duros. Mas convém dizer que não é justo cobrar conforto de um modelo criado para passar sua vida em pistas. A macchina possui personalidade definida, inabalável, nervosa, além de um comportamento majestoso. É uma legítima Ferrari.

Ferrari F430 Scuderia (esquerda) e F430 (direita)

Seja circulando no limite de rotação ou apenas curtindo as pipocadas do escape em giro médio, a F430 de competição traz uma sensação de felicidade e desafio ímpares.

Ferrari F430 Scuderia (esquerda) e F430 (direita)

Seguindo a lógica, gastar algumas centenas de reais em uma F430 Scuderia é desnecessário. Mas, na prática, nunca experimentei nada tão desnecessário que fizesse me sentir tão vivo. Como dizem por aí, paixão não se explica, se entende.

Réplica de Ferrari 250 GTO vai a leilão na Inglaterra por R$ 665 mil

Modelo de 1965 foi construído sobre a plataforma da Ferrari 330 GT.
Uma unidade original foi vendida este ano pelo equivalente a R$ 33 milhões.

Uma réplica da maior Ferrari de todos os tempos, a 250 GTO, irá a leilão no Museu de Brooklands, na Inglaterra, no dia 25 de setembro. A estimativa é que sejam arrecadados 240 mil libras, o equivalente a US$ 377 mil e R$ 665 mil.

Réplica da Ferrari 250 GTO
Réplica da Ferrari 250 GTO (Foto: Divulgação/Museu de Brooklands)

Apesar de se tratar de uma cópia, o modelo 250 GTO ‘Evocazione’, de 1965, é na verdade uma Ferrari 330 GT que em 1993 teve seu chassis modificado e recebeu carroçaria em alumínio. A imitação, feita à mão no Reino Unido por peritos da marca italiana, traz até pequenos detalhes da GTO, como o volante e os raios das rodas desenhadas por Borrani.

Réplica da Ferrari 250 GTO
Réplica da Ferrari 250 GTO (Foto: Divulgação/ Museu de Brooklands)

O 250 GTO original, construído pela Ferrari para competir em Le Mans nos anos 60, teve 36 unidades fabricadas entre 1962 e 1964. Em maio deste ano, uma unidade de 1963 foi vendida por US$ 18 milhões (o equivalente a quase R$ 33 milhões). O comprador foi o DJ britânico, Chris Evans, que também pagou US$ 10 milhões por uma Ferrari 250 GT California Spyder de 1951.

 
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